Apesar de viver em
Sampa, capital, eu tenho ciência de que a maioria das cidades do Brasil não são
grandonas, movimentadas e com
Mc Donalds, conectadas a todo instante. Tanto que a família distante - ou nem tanto - SEMPRE decidem se mudar/morar/botar
filhinhos no mundo lá na porcaria do interior, na serra, na roça ou sei lá mais o quê, onde a
internet, o
fast food e o bom senso nunca chegam.
Notaram que fui, tristemente, envenenada pela cidade: lugares isolados despertam minha irritação. E, lógico, meus avós paternos E maternos - e inclusive tios - resolveram cada um ir para o interior remoto de um estado. Amanhã, serei levada praticamente a força para um sítio próximo a lugar nenhum, em uma bifurcação que aparece depois da
puta que pariu, e eu declaro que cidades minúsculas que não merecem o título de cidade me IRRITAM.
A cidade já me enraizou aqui, para sempre. Pegar
metrô - agora que tem o novo, é meu programa favorito,
yééé -,
ônibus, andar com aquele gostinho de medo de ser assaltada, delícia,
shoppings imensos, luzes brilhantes, carros desgovernados, pessoas com 1265483423462
piercings no centro, cabelo rosa, gente diferente. É incrível como as pessoas podem nascer com uma vocação ou outra: você pode nunca se acostumar com as luzes da cidade, ou ficar doente só de pensar em se isolar com as vaquinhas no interior.
Eu sou urbana, sempre fui, não sei se sempre serei, mas o campo me faz doente há não ser que haja pelo menos alguma companhia - o que nem sempre há. Imagino que pessoas rurais não gostem do movimento, do perigo, das informações jogadas aos baldes para as pessoas absorverem de cinco em cinco segundos. Talvez
eu seja completamente defeituosa por ser urbana, mas eu feliz.
Felicíssima.